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"Ninguém está seguro", afirmaram líderes mundiais em reunião que propôs união contra futuras pandemias

 Nesta terça-feira(30), líderes de de 23 países e da Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiaram a ideia de criar um tratado internacional que ajudaria o mundo a lidar com futuras emergências de saúde, como a pandemia do novo coronavírus. 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson; o presidente francês, Emmanuel Macron; e a chanceler alemã, Angela Merkel, o tratado global para pandemias poderia proteger os estados após a Covid-19, semelhante ao acordo firmado após a Segunda Guerra Mundial. O alerta é que uma futura pandemia é inevitável e que a Covid-19 serviu como “um lembrete forte e doloroso de que ninguém está seguro até que todos estejam seguros". 

A ideia principal do tratado é que exista uma garantia ao acesso universal e equitativo a vacinas, medicamentos e diagnósticos para pandemias, sendo lançada pelo presidente dos líderes da União Europeia, Charles Michel, em uma cúpula do G20 em novembro passado. Na terça-feira, recebeu o apoio formal dos líderes de Fiji, Portugal, Romênia, Grã-Bretanha, Ruanda, Quênia, França, Alemanha, Grécia, Coréia, Chile, Costa Rica, Albânia, África do Sul, Trinidad e Tobago, Holanda, Tunísia, Senegal, Espanha, Noruega, Sérvia, Indonésia, Ucrânia e da OMS. 

O tratado também afirma que a saúde de humanos, animais e do planeta está conectada e deve levar à responsabilidade compartilhada, transparência e cooperação global. Mas o principal objetivo do tratado seria fortalecer a resiliência mundial a futuras pandemias, por meio de melhores sistemas de alerta, compartilhamento de dados, pesquisa, produção e distribuição de vacinas, medicamentos, diagnósticos e equipamentos de proteção individual, disseram eles. 

"Estamos convencidos de que é nossa responsabilidade, como líderes de nações e instituições internacionais, garantir que o mundo aprenda as lições da pandemia Covid-19", escreveram os líderes na reunião.

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