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Ódio contra a Globo cresce juntamente com sua audiência


Durante a tarde do último sábado(11), no bairro do Brooklin, onde fica a sede da Rede Globo em São Paulo, cerca de 200 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protestaram contra a emissora. Os protestantes fizeram buzinaços e gritos de boicote contra a Rede Globo. O pedido de distanciamento social não evitou a aglomeração de pessoas durante o protesto.



Proporcionalmente à curva ascendente de audiência, aumentaram as manifestações de repúdio à emissora carioca. Os "antiGlobo" estão mais indignados do que nunca. Nas redes sociais, eles afirmam que o jornalismo da emissora produz alarmismo intencional na população ao mostrar hospitais lotados, as restrições nas cerimônias de enterro dos mortos pela covid-19 e os números crescentes de contaminados e vítimas fatais.

A Globo também virou alvo de críticas por apoiar e divulgar as recomendações de distanciamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde sob o comando de Luiz Henrique Mandetta. Todas as noites, no Jornal Nacional, os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos recomendam aos telespectadores o respeito à quarentena decretada pelos governos estaduais a fim de minimizar o risco de contágio.

O discurso dos descontentes com essa orientação é o mesmo do presidente Jair Bolsonaro, que considera o Grupo Globo, do qual a TV Globo faz parte, seu "inimigo" na mídia. Os protestos contra o canal não acontecem apenas na internet. Há quem se manifeste diante das câmeras da emissora. Na sexta-feira (10) uma mulher tomou o microfone do repórter Renato Peters durante 'link' (transmissão ao vivo) no telejornal local SPTV1. "A Globo é um lixo, o Bolsonaro tem razão", disse a anônima em fúria.





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